
Quando não há extase não há inspiração, quando não há dor não tem como escrever sem conseguir parar. Imparcialidade em todos os sentidos, o misterio fugiu, o amor não quer voltar e por falta de tantos apetrechos a lembrança é a única que volta, volta por não ter nada de novo. Cinco mil horas agora são rechadas de tedio e monotomia. Abandono. Me estranha não ter quem desejar, me estranha não conseguir derramar algumas lágrimas se durante grande parte do ano foram elas que me fizeram parar e deslenchar tudo sem parar. Voltar no tempo por qual motivo? Questionar a distancia não vai me fazer melhor.
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